O que me fascina na saga Millennium é sem dúvida Lisbeth Salander.
Está bem que é a típica durona com sentimentos. Juíza e carrasco é capaz de fazer justiça com as próprias mãos, de formas chocantes e controversas, mas não deixa de ser justiça ... A pena de morte também é chocante e controversa e é uma forma de justiça (com a qual eu não concordo)...
No primeiro livro vamos conhecendo a sua personalidade. No segundo, que ainda estou a ler, vamos descobrindo a sua vida. Normalmente apenas vemos as pessoas abusadas como vítimas. Conhecemos a história do abuso e pouco mais, tanto na ficção como na vida real. Neste caso Lisbeth é uma pessoa extraordinária, com memória fotográfica e isso tudo, que sofre com o abuso, mas segue em frente como se dissesse: e agora o que te vou fazer para pagares o que me fizeste e não deixar que o faças a mais ninguém? E é extraordinário como assim ela revela preocupação com os outros, embora seja uma pessoa fria e com muito poucas relações sociais.
E penso que a vida é mesmo assim. Haja o que houver lá continua... Mesmo que "todo o mal" aconteça... Pelo menos para os mais fortes.




