segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013



"O que é imperdoável é que são as mães que se encarregam de perpetuar e fortalecer o sistema, criando filhos arrogantes e filhas submissas; se se pusessem de acordo para agir de outro modo poderiam acabar com o machismo numa geração".

"[As mulheres] Acostumam-se muito cedo a considerar o companheiro como um filho tontinho, ao qual perdoam graves defeitos, desde a embriaguez crónica até à violência doméstica, porque é homem".

Isabel Allende, Paula

sábado, 20 de outubro de 2012

A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo

O que me fascina na saga Millennium é sem dúvida Lisbeth Salander. 

Está bem que é a típica durona com sentimentos. Juíza e carrasco é capaz de fazer justiça com as próprias mãos, de formas chocantes e controversas, mas não deixa de ser justiça ... A pena de morte também é chocante e controversa e é uma forma de justiça (com a qual eu não concordo)...

No primeiro livro vamos conhecendo a sua personalidade. No segundo, que ainda estou a ler, vamos descobrindo a sua vida. Normalmente apenas vemos as pessoas abusadas como vítimas. Conhecemos a história do abuso e pouco mais, tanto na ficção como na vida real. Neste caso Lisbeth é uma pessoa extraordinária, com memória fotográfica e isso tudo, que sofre com o abuso, mas segue em frente como se dissesse: e agora o que te vou fazer para pagares o que me fizeste e não deixar que o faças a mais ninguém? E é extraordinário como assim ela revela preocupação com os outros, embora seja uma pessoa fria e com muito poucas relações sociais.

E penso que a vida é mesmo assim. Haja o que houver lá continua... Mesmo que "todo o mal" aconteça... Pelo menos para os mais fortes. 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A lista de Schindler


"Josef casou com Rebecca numa noite de domingo extremamente fria, em Fevereiro (...). Na oficina de Wulkan, o ourives, alguém fizera dois anéis de uma colher de prata que a Sra. Bau escondera nas traves do telhado. Na barraca, rebecca deu sete voltas em redor de Josef e este partiu vidro - uma lâmpada fundida proveniente do Gabinete de construções - Sob o tacão". 

Até mesmo durante o Holocausto, surgiu o amor. E não é quando tudo à nossa volta desaba que precisamos mais dele? Não só do que nos acontece a nós, mas também do que acontece aos outros, para nos dar esperança. 


Thomas  Heneally in A Lista de Schindler 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O sexo e a Cidália

Ilustração Sofia Dias

"O amor que nos faz mal é mais amargo do que qualquer solidão. Esse amor revela fraqueza e falta de respeito por nós próprios. Temos medo de não conseguir seguir em frente ou de sermos olhados por estarmos sozinhos". 

in Notícias Sábado 19/07/08

"À medida que o tempo passa (e tendo vivido coisas sérias que não paixonetas mensais) parece-me cada vez mais difícil sofrer por amor. E já agora voltar a apaixonar-me.
Céptica, a Cidália? Talvez, mas não infeliz. Antes pelo contrário. Repito-me até ser ouvida: tão bom como estar apaixonado é não estar. É ser-se completo sozinho. É não ter medo do estigma de solteirão/solteirona e enfrentar o mundo com apetite. Sem fechar a porta ao fascínio, pois claro.

in Notícias Sábado 14/07/08

Guerra e Paz, Leão Tolstoi


" - Se as pessoas fossem para a guerra só por convicção, não haveria guerra - disse ele.
  - E era isso que convinha - respondeu Pedro.
  O príncipe André sorriu.
  - É muito possível, mas aí está uma coisa que nunca acontecerá."
André Bolonski e PedroBezukov

"É um belo rapaz o teu amigo. Gosto dele! Dá-me calor! Qualquer outro era capaz de se pôr para aí com discursos muito ajuízados e não tínhamos prazer algum em ouvi-lo. Mas este afrta-se de dizer patetices e enche-me de alegria, a um velho como eu!"

"A tradição bíblica ensina-nos que a felicidade do primeiro homem antes da queda consistia na ausência de trabalho, isto é, na ociosidade. o gosto da ociosidade manteve-se no homen réprobo, mas a maldição divina continua a pesar sopbre ele, não só por ser obrigado a ganhar o pão de cada dia com o suor do seu rosto, mas também porque a sua natureza moral o impede de encontrar satisfação na inatividade. Uma voz secreta diz ao homem que ele é culpado de se abandonar à preguiça. E, no entanto, se o homem pudesse achar um estado em que se sentisse útil e em que tivesse o sentimento de que cumpria um dever, embora inactivo, nesse estado viria a encontrar uma das condições da sua felicidade primitiva. Esta condição de ociosidade imposta e não censurável é aquela em que vive toda uma classe social, a dos militares. Em atl ociosidade está e estará o principal atractivo do serviço militar".


Nunca Digas Adeus, Lesley Pearse


 "O pior das pessoas como a Anna, e o meu pai, é terem egos desmedidos. Quando lhes cedemos, quando as deixamos fazer o que querem, estamos a exarcebar esse ego e a fazê-las sentirem-se ainda mais poderosas".